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27 de maio de 2014

As loucuras do André Branco

Tinha o regional de Alcobaça acabado à instantes, quando apareceu o André a acelerar loucamente numa das scooters artisticamente forradas pelo Deodoro com as preciosas chitas de Alcobaça. 
Caiu mal no grupo a imprudência do André.
Ele ainda tentou a esfarrapada desculpa de estar a testar a resistência das chitas à deslocação do ar, mas ninguém lhe ligou, pois todos sabiam que a razão era outra, e não justificava a pressa - o petisco era só em Turquel, e as brasas ainda nem sequer estavam acesas!

1 de julho de 2011

Gondomar Open

Vou levar o meu miúdo e a Carminho ao Gondomar Open:

Inscrição: 30 €
Bilhetes para nós: 30 €
Gasolina: 50 €
Portagens: 25 €

Total antes de outras despesas: 135 €

Não vou! Se a Troika me apanha ainda me acusa de mostrar sinais exteriores de riqueza e me esmifra mais qualquer coisa.

Boa dança

Um pai

11 de maio de 2010

A Novela do 2º Regional

Não há coração que resista aos dramas escondidos por detrás das grandes competições. O 2º Regional de Santarém foi o palco de um drama tragi-cómico, contado através de imagens autênticas, que pode seguir em Novela.

Traga o alguidar, que nós fornecemos a faca, e prepare-se para grandes emoções.

5 de abril de 2010

Receita para um Dançarino

Dum antigo livro de culinária que encontrei num alfarrabista da rua da Portas de Santo Antão retirei uma curiosa receita:

Receita para um dançarino de sucesso

Escolhe-se um jovem tenro e bem proporcionado, sem manchas nem sinais de deterioração.
Polvilha-se com pó de narciso, de ambos os lados, até ficar bem coberto todo em volta.
Vai a cozinhar em molho de treino, lenta e suavemente até ficar bem apurado. Se for preciso, ir adicionando mais molho.
Nunca acompanhar com arroz ou batata frita – seleccionar uma dançarina de dimensões e formas compatíveis, preparada segundo a mesma receita, e dispor harmoniosamente o conjunto no meio do prato.
Enfeitar com confit de lantejoula, e servir rodeado de muitas palmas.

Notas – Diversos cozinheiros usam receitas um pouco diferentes, mas os resultados não são tão bons.
Alguns não seleccionam o dançarino, cozinhando a eito. O resultado é um prato do tipo farta-brutos, sem apresentação nem harmonia. Há, até, quem tente cozinhar dançarinos muito maduros; é tempo perdido – aguentam os primeiros calores, mas a maioria, mal atinge o chamado ponto Open, desfaz-se rapidamente.
Outros cortam no pó de narciso. Não é um desastre, mas nunca se obtém a textura delicada e fofa que só o narciso assegura.
Há ainda quem poupe no molho de treino – resulta num prato deslavado, sensaborão, quase cozinha de tropa.
O único ingrediente eventualmente dispensável é o confit de lantejoula, pelo que é geralmente usado apenas na alta cozinha.
Não negligenciar o acompanhamento de palmas – um par de dançarinos, sozinho no meio do prato, é uma imagem desoladora, que não prestigia nem gratifica o trabalho do cozinheiro.


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