19 de janeiro de 2011

Novo Regulamento

Não sei se os meus amigos dançarinos que se preparam para voltar às lides, neste início de 2011 se deram conta das alterações introduzidas pelo novo regulamento, em vigor desde o dia 17 de Janeiro.

Para além de uma melhor arrumação, há algumas novidades que aconselham a sua cuidadosa leitura. Para os que não tiverem pachorra, aqui vai uma lista das alterações mais importantes:

  • É criado um novo escalão – Seniores III – para pares em que um dos dançarinos atinja os 55 anos e o outro os 45 nessa época. Para além disso, a divisão de Juvenis e Juniores em A e B passa a designar-se I e II.
  • Foi eliminada a cláusula que impedia um dançarino que tivesse dançado num escalão superior ao seu por causa da idade do par, de regressar ao seu próprio escalão. Desfeito o par, qualquer dançarino (excepto os seniores) pode, na época seguinte, competir no escalão correspondente à sua idade.
  • A obrigação (agora temporária) de subir de escalão pela idade do par, não pode saltar escalões, ou seja, o dançarino só pode subir até ao escalão imediatamente superior ao seu.
  • É extinta a categoria de Internacional e criada a de Profissional. Aqui parece não haver promoções automáticas, dependendo a atribuição da categoria do pedido de inscrição dos pares, em que ambos deverão ser maiores de 18 anos e com 3 ou mais anos como Open ou equivalente.
  • A permanência nas categorias de Iniciado e Intermédio fica limitada a dois anos, podendo o par pedir a promoção logo ao fim de um ano.
  • A promoção obrigatória passa a abranger apenas o par vencedor de cada uma das provas nacionais (Ranking, a partir de agora baptizado “Circuito Nacional”, Taça de Portugal e Campeonato Nacional) e não os três primeiros como até aqui.
  • As competições dos Juvenis e Iniciados passam a ter menos danças – 3 nos Juvenis I e 4 nos Juvenis II e iniciados. Os Juvenis I dançam Valsa Inglesa, Tango e Quickstep em Standard, e Cha Cha Cha, Rumba e Jive em Latinas. Os Juvenis II e os Iniciados de qualquer escalão dançam mais o Slowfox e o Samba, respectivamente.
  • Há um ligeiro acerto na velocidade de duas danças – o Tango, que podia ir de 30 a 33 barras/minuto passa a ter um mínimo de 31, e a Rumba, que ia de 25 a 27 baixa para 24 a 26.
  • Na definição das figuras permitidas a Juvenis, Iniciados e Intermédios há uma revisão na literatura de referência Em Latinas, aos dois livros de Walter Laird junta-se agora “ISTD Latin American Technique”, da ISTD. Em Standard, mantém-se “The Ballroom Technique” da ISTD, mas o livro de Tom Walker sobre Valsa Vienense é substituído por “The ISTD Viennese Waltz Technique” da ISTD e passou a ser também aceite o “Technique of Ballroom Dancing” de Guy Howard, da IDTA.
  • A participação em eventos internacionais fora de Portugal tem que ser comunicada à FPDD com 15 dias de antecedência, para seleccoes@fpdd.pt
  • A selecção de pares para comeptições internacionais continua a assentar no Circuito Nacional (Ranking) e campeonato Nacional, mas a Taça de Portugal passa a ser a base de selecção para Taças Mundiais e Continentais.
  • É alargado para 4 o total de patrocínios autorizados, 3 no homem e um na mulher. Aos locais autorizados – peito e mangas junta-se a cintura.
  • Mantêm-se as proibições de doping, mas surge a obrigação de cumprir o Regulamento de Controle de Antidopagem da FPDD (IDSF nas provas internacionais).
  • Um par da selecção nacional impossibilitado de competir no circuito nacional passa a poder pontuar noutra prova à escolha da FPDD.
  • A participação no Campeonato Nacional deixa de estar condicionada à disputa de duas provas do circuito e da Taça.
  • É eliminada a partilha de pontos, na Taça de Portugal, no caso de troca de pares.
  • A classificação do Juízes de Prova é invertida, passando o grau 3 a ser o de topo. O mesmo se passa com os professores, doravante designados “treinadores” e passam a ter 4 graus.
  • Relativamente à Caderneta de Atleta, passa a ser obrigatória a sua renovação sempre que haja alteração de categoria, de escalão ou mudança de par.
E pronto. Alguma coisa me deve ter escapado (nomeadamente no que toca a Juízes de prova, pessoal técnico, organização de eventos e treinadores, matérias em que fiz leitura em diagonal), mas parece-me que o essencial está referido. Aceito (e agradeço) correcções ou adendas.

17 de novembro de 2010

Lugar da Estrada

Dançámos no domingo 14 de Novembro numa simpática povoação perto de Peniche, chamada Lugar da Estrada (o pavilhão até tinha o excelente gosto de ser do Sporting!). O senhor António Pinto enviou-me algumas fotografias sobre o evento que com gosto divulgo.


Tão agradável quanto o prazer de dançar, é a alegria que sentimos da parte destas pessoas simples, que, sem se aperceberem do papel que para nós representa esta oportunidade de alargar o convívio através da dança a situações sem o stress da competição, e alheias aos erros e omissões que a descontracção por vezes acarreta, se comprazem a ver aquilo que no seu íntimo, gostariam de fazer.

António Salgueiro filmou, e o sr Pinto mandou-me o link.



Foi com gosto que estivemos com eles, no entanto tentando compatibilizar a minha respeitável barriga com a dança, confesso que passei ao lado dos doces (mas houve quem me substituísse... e bem!)

19 de julho de 2010

As lições de Espinho

Levei, no passado sábado, duas lições. A primeira, e a mais esperada, é a de que não há milagres, e um sexagenário metido com “jovens trintões” e quarentões numa actividade exigente para a qual não tem grande vocação, se arrisca ao desastre. A segunda, é que há sempre algo de novo a aprender, e mesmo da pior catástrofe se podem construir ideias positivas.

O Espinho Open foi uma competição de enorme envergadura, onde tive o privilégio de participar.
Dois universos bem distintos (os IDSF e… os outros) cruzaram-se e coexistiram durante 14 horas, numa maratona em que os maiores galardões deveriam ir para os organizadores e estrutura técnica, pela resistência.
Foi bonito de ver, e de viver.
Não foi tão bonito perceber que o evento não escapou às tricas de capelinha, fruto da menoridade mental de alguns dos poucos, reais ou pretensos, “senhores da dança” em Portugal.
E, de repente, a inesperada lição.
Estava de regresso à bancada, depois de, durante duas horas e meia, ter desopilado numa caminhada através da feia Espinho, quando, disposto a apreciar os mestres, deparei, no corredor à minha frente, com uma cena curiosa:
Um dançarino a aguardar a meia-final IDSF de Clássicas, enquanto na pista se dançava a rumba, começou a fazer leves movimentos numa clara intenção de relaxamento e descompressão. O seu par colou-se, acompanhou-lhe os movimentos, e produziu o mais espantoso momento da noite. Aquilo não era nada… Não era rumba, nem valsa inglesa, não era slowfox nem sequer “slowwolf”.
Não havia planos nem regras, não havia técnica nem expressão, não havia postura nem atitude – os corpos iam na doçura da música, ele movendo-se ao sabor do improviso, ela replicando o movimento, algo entre sombra e reflexo, apenas com a suave movimentação da cabeça dando elegância e sentido ao nada que estavam a fazer.
Por inspiração, hábito, ou apenas porque sim, os movimentos dele eram aqueles que a cabeça dela sugeria, numa identificação, numa simbiose, apenas sintetizáveis na palavra prazer.
O deleite durou menos de um assombroso minuto, e quando ganhei coragem para chamar a atenção da Fernanda esfumou-se com a suavidade com que surgiu, garantindo-me o exclusivo da sua fruição.
Quando, mais tarde, a outra esperada lição me levou a equacionar se não teria chegado a inevitável hora do “era bom mas acabou-se”, a segunda varreu de imediato qualquer dúvida – está na hora de ir ao reencontro das origens.
Entrei na dança pelo prazer da dança, e pela oportunidade de partilhar com a Fernanda uma actividade de que ela gosta, no mínimo, o mesmo que eu.
A passagem à competição veio depois e naturalmente, por influências do grupo, e foi extremamente importante, pelo nível de exigência que a nós próprios tivemos que fazer.
Pressionados pelos resultados esquecemos o ponto de partida, e concentrámos no “trabalho” todos os esforços. Tinha mesmo que ser, pois só o muito trabalho permite, na segunda metade da vida, chegar perto daquilo que, na idade da aprendizagem se consegue natural e espontaneamente.
A verdade, no entanto, é que ao ver aquele par holandês a viver o momento, me questionei a mim próprio onde iam já os tempos em que era aquilo, exactamente aquilo, que eu buscava na dança.
Não. Ainda não está na hora.
Antes de parar, ainda falta regressar às origens, recuperar o prazer da dança sem exigências, mas tentá-lo na situação aparentemente paradoxal de o fazer sem prescindir do nível de melhoria que sustente a continuidade neste grupo a que não pertenço mas onde me sinto bem.
Aí está um desafio novo para os próximos treinos. Obrigado, Hem Spilker & Darja Bokhove, o vosso 17º lugar foi a mais gritante das injustiças – eu dei-vos o primeiro.
Só que para vosso ( e meu) azar… eu não conto.

5 de julho de 2010

Museu Malhoa

Já no ano passado tínhamos dançado no Museu Malhoa - nada de especial, algum público que se empilhava de encontro a paredes nuas, e nós no meio, a tropeçar uns nos outros para não atropelar o corajoso público.
Desta vez foi diferente - menos público, segura e confortavelmente sentado num topo de um sala... uau!
O espaço continuava a ser pequeno, mas a arte a voltear à nossa roda, a dignidade impressiva do ambiente, foram inesquecíveis.
Cometemos um erro - não contando com a mudança de espaço, apresentámos apenas danças latinas, quando o ambiente "exigia" fatos formais e danças clássicas.
Em Agosto faremos nova apresentação, e não estando ainda definidos os pares que nos representarão, não sei se irei. Uma coisa sei: se fôr, seguramente irei executar danças clássicas.
Algumas fotos com a qualidade possível naquela luz suave estão disponíveis no Picasa.

1 de julho de 2010

Novela da Madeira

11 de maio de 2010

A Novela do 2º Regional

Não há coração que resista aos dramas escondidos por detrás das grandes competições. O 2º Regional de Santarém foi o palco de um drama tragi-cómico, contado através de imagens autênticas, que pode seguir em Novela.

Traga o alguidar, que nós fornecemos a faca, e prepare-se para grandes emoções.

9 de maio de 2010

Dança Solidária


Solidariedade...

O Hóquei Clube de Turquel juntou-se aos que se preocupam, e organizou no dia 9 de Maio um festival de solidariedade em prol da Madeira, Haiti e Chile.

Nós dançámos.

Os amigos também - obrigado.

A solidariedade ficou quase confinada a Turquel