Discretamente (talvez para não me convidarem) a IDSF foi rebaptizada, ou, para ser moderno, rebatizada. O batismo não consiste numa mudança de conceipto, mas num reforço de estraptégia - liderar a dança mundial. Algumas alterapções não me passaram despecebidas, e podem ser consulptadas em WDSF
Ainda em Blackpool, quando alguém me disse que aquela bomba voadora de cabelos brancos com raízes pretas, de nome Joanna Leunis, tinha quarenta e três anos, instalou o caos debaixo dos meus cabelos pretos com raízes brancas. Nada fazia sentido, a baralhação era total, e tudo o que eu tinha pensado e escrito em “Potencialidades” sobre as curvas de potencial e aprendizagem revelava-se uma rematada asneira.
Ao chegar, constatei que, na verdade, a “piquena” teve agora o privilégio de aceder ao limbo dos trintões, o que devolve coerência às anteriores reflexões, e me levou a juntar mais algumas linhas aos textos disponíveis em Blackpool, agora finalmente encerrados. Pelo menos no que a 2011 diz respeito...
Saí de casa no dia 29, e, como todos os caminhos iam dar a Blackpool, lá fui também. Regressei empanturrado com uma tremenda barrigada de dança, mas agora, com a digestão meia feita, talvez comece a alinhavar algumas ideias. Entretanto, e porque prometi divulgar as fotos que tirei, elas ali estão ao lado, sofrendo das deficientes condições de iluminação, do engarrafamento permanente da pista, e da nabice do fotógrafo. Salva-se a boa vontade.
Agora, vou bisbilhotar o Dancesport para acabar a digestão e já volto.
Entretanto, digam-me lá como é que eu, que não percebo
nada de dança, adivinhei que estes jovens eram... os ETs da prova?
Foi rápido, e já estou de regresso. Algumas notas que vou alinhando poderão ser lidas em BLACKPOOL
Não sei se os meus amigos dançarinos que se preparam para voltar às lides, neste início de 2011 se deram conta das alterações introduzidas pelo novo regulamento, em vigor desde o dia 17 de Janeiro.
Para além de uma melhor arrumação, há algumas novidades que aconselham a sua cuidadosa leitura. Para os que não tiverem pachorra, aqui vai uma lista das alterações mais importantes:
É criado um novo escalão – Seniores III – para pares em que um dos dançarinos atinja os 55 anos e o outro os 45 nessa época. Para além disso, a divisão de Juvenis e Juniores em A e B passa a designar-se I e II.
Foi eliminada a cláusula que impedia um dançarino que tivesse dançado num escalão superior ao seu por causa da idade do par, de regressar ao seu próprio escalão. Desfeito o par, qualquer dançarino (excepto os seniores) pode, na época seguinte, competir no escalão correspondente à sua idade.
A obrigação (agora temporária) de subir de escalão pela idade do par, não pode saltar escalões, ou seja, o dançarino só pode subir até ao escalão imediatamente superior ao seu.
É extinta a categoria de Internacional e criada a de Profissional. Aqui parece não haver promoções automáticas, dependendo a atribuição da categoria do pedido de inscrição dos pares, em que ambos deverão ser maiores de 18 anos e com 3 ou mais anos como Open ou equivalente.
A permanência nas categorias de Iniciado e Intermédio fica limitada a dois anos, podendo o par pedir a promoção logo ao fim de um ano.
A promoção obrigatória passa a abranger apenas o par vencedor de cada uma das provas nacionais (Ranking, a partir de agora baptizado “Circuito Nacional”, Taça de Portugal e Campeonato Nacional) e não os três primeiros como até aqui.
As competições dos Juvenis e Iniciados passam a ter menos danças – 3 nos Juvenis I e 4 nos Juvenis II e iniciados. Os Juvenis I dançam Valsa Inglesa, Tango e Quickstep em Standard, e Cha Cha Cha, Rumba e Jive em Latinas. Os Juvenis II e os Iniciados de qualquer escalão dançam mais o Slowfox e o Samba, respectivamente.
Há um ligeiro acerto na velocidade de duas danças – o Tango, que podia ir de 30 a 33 barras/minuto passa a ter um mínimo de 31, e a Rumba, que ia de 25 a 27 baixa para 24 a 26.
Na definição das figuras permitidas a Juvenis, Iniciados e Intermédios há uma revisão na literatura de referência Em Latinas, aos dois livros de Walter Laird junta-se agora “ISTD Latin American Technique”, da ISTD. Em Standard, mantém-se “The Ballroom Technique” da ISTD, mas o livro de Tom Walker sobre Valsa Vienense é substituído por “The ISTD Viennese Waltz Technique” da ISTD e passou a ser também aceite o “Technique of Ballroom Dancing” de Guy Howard, da IDTA.
A participação em eventos internacionais fora de Portugal tem que ser comunicada à FPDD com 15 dias de antecedência, para seleccoes@fpdd.pt
A selecção de pares para comeptições internacionais continua a assentar no Circuito Nacional (Ranking) e campeonato Nacional, mas a Taça de Portugal passa a ser a base de selecção para Taças Mundiais e Continentais.
É alargado para 4 o total de patrocínios autorizados, 3 no homem e um na mulher. Aos locais autorizados – peito e mangas junta-se a cintura.
Mantêm-se as proibições de doping, mas surge a obrigação de cumprir o Regulamento de Controle de Antidopagem da FPDD (IDSF nas provas internacionais).
Um par da selecção nacional impossibilitado de competir no circuito nacional passa a poder pontuar noutra prova à escolha da FPDD.
A participação no Campeonato Nacional deixa de estar condicionada à disputa de duas provas do circuito e da Taça.
É eliminada a partilha de pontos, na Taça de Portugal, no caso de troca de pares.
A classificação do Juízes de Prova é invertida, passando o grau 3 a ser o de topo. O mesmo se passa com os professores, doravante designados “treinadores” e passam a ter 4 graus.
Relativamente à Caderneta de Atleta, passa a ser obrigatória a sua renovação sempre que haja alteração de categoria, de escalão ou mudança de par.
E pronto. Alguma coisa me deve ter escapado (nomeadamente no que toca a Juízes de prova, pessoal técnico, organização de eventos e treinadores, matérias em que fiz leitura em diagonal), mas parece-me que o essencial está referido. Aceito (e agradeço) correcções ou adendas.
Dançámos no domingo 14 de Novembro numa simpática povoação perto de Peniche, chamada Lugar da Estrada (o pavilhão até tinha o excelente gosto de ser do Sporting!). O senhor António Pinto enviou-me algumas fotografias sobre o evento que com gosto divulgo.
Tão agradável quanto o prazer de dançar, é a alegria que sentimos da parte destas pessoas simples, que, sem se aperceberem do papel que para nós representa esta oportunidade de alargar o convívio através da dança a situações sem o stress da competição, e alheias aos erros e omissões que a descontracção por vezes acarreta, se comprazem a ver aquilo que no seu íntimo, gostariam de fazer.
António Salgueiro filmou, e o sr Pinto mandou-me o link.
Foi com gosto que estivemos com eles, no entanto tentando compatibilizar a minha respeitável barriga com a dança, confesso que passei ao lado dos doces (mas houve quem me substituísse... e bem!)